Inicialmente a grande inovação do Xbox One, o Kinect parou de ser fabricado e está oficialmente morto e enterrado.

Em entrevista ao site Co.Design, executivos da Microsoft como o brasileiro Alex Kipman, principal figura por trás do sensor de movimento do Xbox, confirmaram que o Kinect parou de ser fabricado e só será vendido até os estoques acabarem. A empresa continuará dando suporte técnico aos usuários do acessório.

Lançado em 2010 para o Xbox 360, o Kinect foi um sucesso instantâneo, batendo o recorde de produto eletrônico que vendeu mais rápido na história. A boa recepção pelo público deixou a Microsoft tão empolgada que ela decidiu fazer do Kinect versão 2 a fundação da estratégia de mercado do Xbox One. O sensor de movimento de alta-definição começou como parte integral do Xbox One e seu uso seria quase que obrigatório para tudo, desde navegar pelos menus da dashboard a controlar os próprios jogos com comandos de voz e gestos.

Mas o diagnóstico da Microsoft se mostrou errado e o entusiasmo do público parecia ter acabado já no primeiro Kinect do Xbox 360. O novo sensor de movimentos foi visto como uma peça desnecessária, pouco útil tanto nos jogos como no controle da dashboard, e que encarecia demasiadamente o Xbox One, tornando-o pouco competitivo diante do PlayStation 4.

Poucos meses depois do Xbox One ser lançado, a Microsoft começou a alterar radicalmente seus planos, tornando o Kinect 2 uma peça opcional e, meses mais tarde, lançou uma versão do Xbox One mais barata, sem o sensor. Aos poucos, os jogos e aplicativos pararam de aproveitar o Kinect até que os novos modelos do Xbox One, o S e o X, romperam de vez com o acessório ao não incluir a porta de conexão para ele.

O Kinect está oficialmente morto, mas sua tecnologia de ponta continua viva nos óculos de realidade mista que a Microsoft concebeu com o projeto HoloLens AR.